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"A melhor (e pior!) mídia de skate feminino do mundo."

Carl Sagan


03/05/2017

Perfil com: Edilandia "Pepetah"

Edilandia "Pepetah" e sua visita ao Rio

(Texto: Paula Conc; Fotografias: Jam Barrientos)




Aproveitamos o tempo que a Pepetah passou no Rio para competir o Mundial, e entendemos melhor a relação dela com o skate. Tentamos fazer uma entrevista séria, porém passamos a maior parte do tempo rindo. Por isso, contarei um pouco de como foi esse tempo da skatista pela cidade.

À primeira vista, Edilandia demonstra timidez e poucas palavras. Mas logo passa, e ela se revela uma fanfarrona (rs). O apelido “Pepetah” nada tem a ver com chupeta, e sim com um tipo de biscoito de polvilho que ela costumava comer muito durante a infância ( e até hoje, né?). É uma mulher de 24 anos, sendo metade desse tempo sobre o skate, andando por diversas pistas e ruas principalmente em Sobral (Ceará) sua cidade de origem. De acordo com a skatista, andar em Sobral é fácil porque as pistas são mais próximas umas das outras e às vezes consegue ir só remando. Na bagagem já carrega diversas viagens proporcionadas pelo amor ao skate, como São Paulo e Argentina. Já o Rio de Janeiro, foi a segunda vez que visitou, porém a primeira foi tão rápida que mal poderia ser considerada uma visita.
Pensando nisso, carregamos Pepetah para conhecer as famosas pistas de Madureira, onde rendemos algumas manobras, e um público de estudantes alvoroçados (matando aula?) aplaudia a cada trick mandada com perfeição pela skatista. Após a session, fomos ao “Mercadão” conhecer a vida como ela é (rs), passando por tênis perfeitos que custavam apenas 10 reais, mas cuja numeração não nos servia, gerando depressão profunda em nossos corações. E a melhor forma de curar isso era andando de skate. 

(Arquivo pessoal)

No dia seguinte já estávamos de pé bem cedo para irmos ao Mundial. A skatista aproveitou cada espaço da pista reformada da Praça Duó, mandando tail manual, ollies basudos e altos que chamavam a atenção de quem assistia, além de hardflips filmados com maestria pelos videomakers presentes no campeonato. 



Quem via a skatista se empenhando a cada manobra, não sabia a dificuldade e a correria que ela precisou fazer para estar ali. Teve que pedir à Secretaria de Esportes da sua cidade apoio para passagens, e depois buscar um dinheiro para se manter no Rio (cidadezinha cara da porr@) por uma semana. Conseguiu as passagens, e com ajuda de amigos (Jonathan, em especial) conseguiu chegar ao Rio, depois de ter viajado 5 horas de Sobral até Fortaleza, dormir no aeroporto, e depois pegar uma avião numa viagem de mais 3 horas. Veio com apenas um skate, nenhum shape reserva, apenas alguns rolamentos extras.
Já no Rio foi uma semana intensa, dormindo pouco, fugindo de qualquer dieta balanceada, percorrendo diversos bairros da cidade, montando estratégias de transporte, calculando tempo, verificando informações a cada momento livre na internet, xingando a operadora de celular que roubava créditos, entre outras coisas. Mas também teve o lado bom, onde reencontrou amigos, conheceu gente nova e participou de um evento com skatistas que às vezes só vemos por vídeos no youtube.
Depois de uma semana no despedimos, e ficou aquela vibe de “Volte sempre!”, porque skate é vivência, com perrengues e risadas, manobras e amizades. Pepetah voltou pra casa com um mp3 em formato de carrinho de corrida (hahaha), uma medalha, e nossa amizade que agora vale ouro, e que de acordo com Silvio Santos, vale mais que dinheiro (rs).  Agradece sua vida skateboard a Deus, ao seu amigo Jonathan (“da nova geração” tchu tcha tchu tchutcha), e ao apoio Dochville.  







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